Alguns amores nascem na morte!

It Can't Rain All The Time ♡
Na chuva fria da meia-noite,
onde o céu sangrava em tons de carvão,
ele surgiu entre fumaça e silĂȘncio —
um anjo quebrado vestido de vingança.
Os olhos fundos carregavam tempestades,
o rosto pĂĄlido parecia feito de luto,
e cada passo ecoava como um verso perdido
numa canção esquecida dos anos 90.
Ela esperava na penumbra,
envolta em couro negro e desejo,
com lĂĄgrimas invisĂ­veis misturadas Ă  chuva
e um coração acostumado à escuridão.
Entre velas acesas e sombras profundas,
os dois dançavam sem tocar o chão,
como almas condenadas pelo amor
e salvas pela prĂłpria dor.
Eric Draven vivia naquele instante —
nĂŁo apenas no homem,
mas na fumaça, no preto,
na melancolia das luzes baixas,
na maquiagem borrada pela noite.
O romance deles não pedia redenção.
Era caos.
Era poesia decadente.
Era um beijo entre ruĂ­nas
enquanto corvos observavam do alto dos prédios.
E cada fotografia parecia sussurrar:
“Algumas almas nĂŁo pertencem ao dia…
elas florescem apenas
quando a cidade dorme
e a tristeza vira arte.”

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